Em primeiro lugar, há que considerar a tendência de cada indivíduo de colocar sua vida
pessoal em segundo plano, em razão de exigências profissionais. Acontece com a alimentação,
com o sono, com a prática de exercícios e com o amor, portanto não haveria de ser diferente
com o planejamento orçamentário. Todos sabem que essas são necessidades fundamentais para
a felicidade e a qualidade de vida, porém a maioria das pessoas não consegue romper
bloqueios que as levam a um envelhecimento precoce. Trata-se de uma simples questão de
objetivos, prioridades e boa vontade.
Em segundo lugar, deve-se levar em consideração que a burocrática rotina de controlar
gastos e traçar estratégias não é tão prazerosa quanto comer, dormir, exercitar-se e fazer
sexo. Nunca convencerei vocês, leitores, de que o planejamento financeiro pode vir a ser mais
excitante ou agradável que as atividades aqui citadas. Mas o hábito de estabelecer objetivos,
traçar planos para atingi-los e colocá-los em prática pode ser, sim, muito excitante, sobretudo
quando os projetos são traçados a dois e têm como meta grandes conquistas. Um exemplo: a
possibilidade de obter em alguns anos uma renda estável e não precisar mais depender do
salário para manter a família.
Finalmente, a terceira razão que dificulta a construção de um plano de independência
financeira é a sedução do dinheiro. É possível aprender meios de se relacionar melhor com o
dinheiro; o difícil é resistir às tentações que ele nos oferece. Se seus objetivos de vida não
forem claramente estabelecidos, será muito difícil abrir mão da possibilidade de adquirir um
item de consumo - roupas de grife, carro do ano, novas tecnologias, eletrodomésticos, entre
outros - se vocês tiverem dinheiro disponível pelo menos para o pagamento da entrada.
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